Seu navegador nao suporta javascript, mas isso nao afetara sua navegacao nesta pagina MPDFT - Rodoviária: permissionários cobram transparência por parte do Consórcio Catedral

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PDDC oficiará o consórcio para obter informações  sobre as dificuldades apresentadas pelos comerciantes desde que a empresa passou a gerir o local

Representantes dos permissionários da Rodoviária do Plano Piloto se reuniram nesta quarta-feira, 27 de agosto, com a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) para relatar os desafios enfrentados após o início da gestão do Consórcio Catedral, responsável pelo terminal desde 1º de junho. Entre os assuntos discutidos estão a falta de transparência financeira, a insegurança quanto à duração dos contratos e a dificuldade de diálogo com a empresa.

A diretora da Associação dos Permissionários da Rodoviária do Plano Piloto, Maria de Jesus Miranda, que representa os 149 permissionários, destacou a ausência de informações claras sobre os valores de aluguel e os rateios cobrados entre todos os permissionários. “Quando a gestão era feita pela Semob [Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal], havia um edital detalhando o valor do rateio. A prestação de contas era mensal, mostrando a parte dos permissionários e do governo, com o rateio realizado pela metragem utilizada. Já o Catedral, nesses meses de vigência, não informou nada”, argumenta. 

Outro ponto levantado pelos comerciantes foi que, apesar de o contrato da concessionária ser de 20 anos com o poder público, muitos permissionários, após a concessão, firmaram contratos com vigência de um ano. Segundo eles, o cenário gera insegurança e ameaça a continuidade dos negócios. Também destacam a dificuldade em estabelecer contato com o Consórcio Catedral para entrega de documentos e obtenção de resposta a demandas.

A presidente da Associação dos Usuários da Rodoviária de Brasília (AUR), Soraya Costa, também falou sobre os impactos da privatização dos estacionamentos do Conic, que desde julho passaram a cobrar R$ 7 por hora ou R$ 30 por diária pelos veículos estacionados. Maria de Jesus, dona de uma farmácia, e Soraya, proprietária de uma loja de acessórios, afirmam que, com a mudança, as vendas do comércio caíram entre 60% e 70%. 

Os permissionários afirmam que os valores cobrados dos usuários afetam o caráter democrático, acessível e popular do espaço. “Houve mudanças no visual da rodoviária, mas ainda falta transparência e cuidado com a parte social e com os permissionários”, reforça Soraya.

O procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, informou que deverá oficiar os representantes do Consórcio Catedral nos próximos dias para prestar esclarecimentos a respeito das reclamações dos permissionários, tanto em relação à transparência quanto ao tratamento dispensado aos lojistas. O procurador distrital dos direitos do cidadão substituto, Trajano Sousa de Melo, também participou da reunião.

Concessão

Formado pela RZK Empreendimentos Imobiliários e pela Atlântica Construções, o Consórcio Catedral venceu a concessão para administrar a Rodoviária do Plano Piloto por 20 anos. O contrato prevê melhorias na mobilidade de passageiros e veículos, recuperação estrutural do complexo, modernização da plataforma e qualificação dos serviços. Antes da concessão, a gestão do terminal era realizada pela Semob. É a primeira vez, desde 1960, que a rodoviária deixa de ser administrada pelo poder público. 

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