Membros da PDDC e Prosus visitaram a biofábrica de produção dos insetos para compreender o funcionamento do local

Estiveram presentes na visita o procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, o procurador de justiça Trajano de Sousa Melo e a promotora de justiça da Prosus, Hiza Carpina. A inspeção teve como objetivo entender o funcionamento da biofábrica. “Neste espaço é feita a contenção da dengue a partir da inserção dos mosquitos com a bactéria no meio ambiente que fazem com que o Aedes aegypti transmissor da dengue não se prolifere”, destacou Sabo.
Hiza Carpina explicou que o local funciona como um núcleo de produção de agente biológico. “Esse mosquito tem uma bactéria que ataca o vírus da dengue, encontrado no Aedes aegypti. A ideia é disseminar o mosquito Wolbito para que ele tenha uma dominância em relação ao Aedes aegypti transmissor. É uma seleção natural reforçada pela disseminação desses mosquitos nas áreas de maior incidência”, detalhou.
Segundo a promotora de justiça da Prosus, essa estratégia tem um acompanhamento científico que mostra uma permanência da solução no sentido da queda nos casos de dengue no decorrer dos anos. “A previsão é o alcance da dominância de 60% desses mosquitos em relação aos Aedes aegypti transmissores. Com isso, podemos ter uma redução no número de casos de dengue naquelas regiões”, enfatizou Hiza.
Além disso, Hiza ressaltou a importância do envolvimento dos servidores da SES-DF na biofábrica e na montagem do núcleo de produção eficiente e estruturado e com gestão dos riscos diante da sensibilidade que é a produção do agente biológico. “O mais interessante é a sustentabilidade do projeto sobre a ótica ambiental”, pontuou.
Biofábrica
A biofábrica utiliza o "Método Wolbachia", ou simplesmente tecnologia Wolbachia, que é uma estratégia biológica de combate à dengue, zika e chikungunya. A técnica consiste na soltura de mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria, que impede o desenvolvimento dos vírus de dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
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