O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) participou, na tarde desta terça-feira, 7 de abril, de sessão especial realizada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) em homenagem póstuma à desembargadora e ouvidora-geral Maria de Lourdes Abreu, falecida em 18 de março, em Brasília. Marcada por emoção, respeito e saudade, a solenidade reuniu autoridades, familiares, colegas e servidores para celebrar a trajetória de uma magistrada cuja atuação deixou marcas no Judiciário e na vida daqueles com quem conviveu.
A cerimônia foi conduzida pelo 1º vice-presidente do Tribunal, Roberval Belinati, e destacou, ao longo dos discursos, o legado institucional construído por Maria de Lourdes Abreu ao longo de décadas de dedicação ao serviço público. Reconhecida por sua postura ética, firmeza e compromisso com a Justiça, a magistrada foi lembrada não apenas por sua atuação profissional, mas também pelo respeito e admiração que inspirava.
“A desembargadora deixou um legado de exemplo, dignidade e amor à Justiça, uma vida de retidão, de competência técnica, de compromisso com o interesse público e de sensibilidade no exercício da função jurisdicional”, afirmou.
O MPDFT foi representado na mesa de honra da solenidade pela procuradora-geral de Justiça em exercício, Selma Sauerbronn e pelo vice-procurador-geral de Justiça Institucional, Antônio Marcos Dezan.
Selma Sauerbronn prestou um depoimento sensível, ressaltando aspectos pessoais da homenageada. Em sua fala, destacou a mulher para além das atribuições, relembrando a forma como construiu, com dignidade e determinação, uma carreira pautada pelo compromisso com a Justiça e pelo serviço à sociedade.
“Lurdinha” foi, antes de tudo, uma mulher de cuidado. Cuidado com as pessoas, com as palavras, com as decisões. Seu olhar atento e humano era capaz de enxergar, para além dos autos, as histórias e as dores que ali se escondiam. Ao lado dessa sensibilidade, exercia o Direito com rigor, profundidade e responsabilidade, honrando cada função que lhe foi confiada. Sua atuação no Tribunal foi marcada por decisões firmes, bem fundamentadas e comprometidas com a realização concreta da justiça. Era respeitada não apenas pelo que decidia, mas pela forma ética e ponderada com que construía suas convicções”, disse.
O procurador-geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Georges Seigneur, impossibilitado de comparecer à solenidade, encaminhou mensagem em homenagem à Maria de Lourdes Abreu, lida pela procuradora-geral de Justiça em exercício, Selma Sauerbronn.
No texto, ressaltou a trajetória marcada pela dedicação ao serviço público, pelo compromisso com a Justiça e pela conduta íntegra que sempre orientou o exercício de suas funções institucionais.
"A desembargadora Maria de Lourdes não apenas "passou" pelo Ministério Público; ela carregou consigo, até o último dia de sua atuação no Plenário deste Tribunal, o DNA da nossa instituição. Como Promotora e Procuradora de Justiça, ela forjou seu caráter na defesa intransigente da ordem jurídica e dos interesses sociais. Quando chegou à Magistratura, levou na bagagem a combatividade temperada pela prudência, e o olhar atento ao jurisdicionado comum tão importante para os que atuam na linha de frente da persecução ministerial”,ressaltou.
Trajetória
Maria de Lourdes Abreu ingressou no MPDFT em 10 de fevereiro de 1981, em um período de relevante estruturação institucional. Ao longo de sua carreira, destacou-se pelo espírito pioneiro, pela elevada dedicação e pelo firme compromisso com a promoção da Justiça e o fortalecimento das instituições.
Em mais de quatro décadas de atuação no Sistema de Justiça, construiu uma trajetória marcada pela excelência e pelo espírito público. No MPDFT, foi promovida a promotora de Justiça substituta em 1984 e, posteriormente, a procuradora de Justiça em 1994.
Exerceu funções de grande relevância institucional, com destaque para a atuação como conselheira do Conselho Superior. Paralelamente, contribuiu ativamente para a formação de novas gerações de membros, ao participar de diversas comissões de concurso público para o cargo de promotor de Justiça.
Também se destacou como diretora da Fundação Escola Superior do MPDFT, onde atuou na área de ensino e pesquisa, reforçando seu compromisso com o aprimoramento institucional. Ao longo de sua carreira, ocupou ainda funções estratégicas, como a de secretária-executiva do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e assessora especial no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Antes de sua nomeação ao cargo de desembargadora do TJDFT, em 2014, em vaga destinada ao Ministério Público, coordenava a 3ª Câmara de Coordenação e Revisão da Ordem Jurídica, com atuação destacada nas áreas de meio ambiente, ordem urbanística e patrimônio cultural, além de integrar a 16ª Procuradoria de Justiça Cível Especializada.
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